Padronização de pintura a caminho?

Segue na íntegra o decreto publicado dia 3 no D.O. sobre a polêmica instaurada em que o prefeito da cidade prevê reorganização e tende a padronizar todas as pinturas de ônibus no Rio de Janeiro.

“O PREFEITO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO, no uso das atribuições que lhe são conferidas pela legislação em vigor, DECRETA:

Art. 1º. Fica estabelecido o prazo de 60 dias para que a Secretaria Municipal de Transportes – SMTR apresente plano de uniformização das cores dos veículos que compõem a frota do sistema de transporte público de passageiros por ônibus no Município do Rio de Janeiro.

Art. 2º. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. Rio de Janeiro, 3 de novembro de 2009; 445º da Fundação da Cidade.

EDUARDO PAES”

Se tudo confirmar e a polêmica persistir entre as pessoas que são ligadas ao setor de transporte, comentarei um pouco sobre o que penso sobre este decreto que, para algumas pessoas, tal decisão não seria nenhuma surpresa. Ao contrário, acredite, vem de longa data…

Um forte abraço, Bruno R. Araújo.

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Rio de Janeiro inicia testes com Biodiesel B20

São 15 ônibus de três diferentes empresas – Real Auto Ônibus, Viação Ideal e Rodoviária A. Matias – que começaram no dia 22 de setembro os testes com a porcentagem de 20% de biodiesel misturado no diesel comum na capital fluminense em mais uma pioneira atitude para o uso de combustíveis alternativos. Segundo a Fetranspor, federação que congrega as empresas de ônibus do estado do Rio de Janeiro, o laboratório de campo será semelhante a ação implementada em 2007, quando o programa “O Rio de Janeiro Sai na Frente: Biodiesel 5% nas Frotas de Ônibus”, uniu o governo do Estado, as distribuidoras Petrobras, Shell e Ipiranga e as montadoras Mercedes-Benz do Brasil e Volkswagen Caminhões e ônibus, em experiência pioneira no país em termos de magnitude (chegou a contar com 3.500 ônibus alimentados com biodiesel B-5) cujo relatório foi apresentado em 2008.

Essa nova iniciativa tem como objetivo garantir, através da avaliação da performance, a viabilidade econômica e o desempenho ambiental do combustível na frota de ônibus ao Comitê Olímpico Internacional, quanto à capacidade da capital fluminense em sediar os Jogos Olímpicos de 2016. A Fetranspor revelou ainda que fará o monitoramento de todos os indicadores, consolidando os dados no relatório final. Cada ônibus rodará 300 km por dia e consumirá 100 litros do novo biodiesel. Os testes terão duração de um ano.

Fonte: Revista Autobus/Antônio Ferro

Ao microfone Lélis Teixeira, ao lado do Governador. Sérgio Cabral e Sec. Transportes Júlio Lopes.

Ao microfone Lélis Teixeira da Rio Ônibus, ao lado do Governador Sérgio Cabral e Sec. Transportes Júlio Lopes.

OBS: Segundo informações, enquanto eu estive presente no local, das três empresas participantes, a Matias não pode expor seu veículo devido a falta de espaço durante evento realizado no estacionamento no Palácio Guanabara. Um dos veículos adesivados da empresa para programa do B20 é o Torino OF-1722M, 25535.

Abraços, Bruno R. Araújo.

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Matias apresenta seu Treinamento

Após a publicação no D.O. do município em que a Rio Ônibus, sindicato das empresas de ônibus do Rio de Janeiro, cria layout padronizados para as empresas que dispõe de veículos especiais de treinamento para motoristas de ônibus no Rio,  no dia 26 de agosto a Matias apresenta o seu já com alterações e melhorias propostas à convite, pelo design Jorge Andrade ao esboço oficial originalmente apresentado.

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O ônibus é o antigo CAIO Apache Vip – Mercedes-Benz OF-1721  ex-25509 de 2004 que circulou até agosto de 2006, o antecessor da chegada do primeiro veículo adaptado para deficientes que, como ainda relativamente novo, assim foi aproveitado para treinamento que substituiu um outro OF-1721, sob Torino GV, o ex-25590. Na época e, ainda hoje em dia é um dos veículos de treinamento mais novos a disposição na cidade.

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post_treinorioonibus3 cópia

Recordações…

Veículos de treinamento são históricos e também fazem parte da frota da Matias. A começar por este Ciferal compartilhado com a Auto Viação Tijuquinha em que sinceramente não tenho lembrança alguma. Antes deste desconheço qualquer registro de veículos de treinamento para a empresa.

A curiosa junção de pintura para um veículo compartilhado

A curiosa junção dos dois layout's num mesmo veículo para ambas empresas

Vitória de Treinamento esteve presente na frota até meados de 1998

O modelo Vitória para Treinamento esteve presente na frota até meados de 1998

Já o CAIO Vitória e assim como os demais, já tenho bem mais recordações, de um tempo em que empresas com veículos de treinamento não era para todas e mais precisamente este um dos Vitória muito comuns na extinta linha 605, porém em chassi OF-1315. Depois, tivemos dois Torino GV da 232 sendo um primeiramente um sob chassi OF-1620 (ex-25577) e o  outro OF-1721 (ex-25590), em que esse último foi substituído pelo Apache Vip, conforme relatado acima.

Treino 07: Torino GV OF-1620 ex-25577, era veículo típico da linha 232

Treino 07: Torino GV OF-1620 teve passagem mais curta entre 1998 e 2002.

Treino 07: Torino GV OF-1721 ex-25590, uma dos mais saudosos dos "07"

A quase imperceptível mudança para OF-1721, um dos mais saudosos dos "07".

Aproveitando  o gancho e analisando as fotos, uma dúvida ainda me fica: o porque de usar então a inscrição “Treinamento 07″? Eu, nunca soube oficialmente sobre significado de seu número, apenas deduzia que levando em consideração toda a frota auxiliar (carros de inspeção, o socorro, etc.) chegaríamos então ao carro de treinamento, sendo o 7° veículo da frota de apoio. Certo ou errado disto, por curiosidade foi a única empresa que conheci um veículo de treino prefixado com uma numeração alta, embora algumas empresas como Real A. Ônibus em que havia mais de um veículo de treinamento, assim usava o prefixo “TR 001″ e “TR 002″.

O veículo atual ainda sustentando o antigo layout

O veículo atual, ainda sustentando o antigo layout.

Ah, claro! Não posso esquecer de dedicar essa postagem em especial ao Sr. Orlando, um pessoa super gente fina e um dos instrutores do treinamento da empresa. Como relatei na minha história com a Matias, o conheci no próprio carro durante a campanha filantrópica do Natal Sem Fome, em 2002. E quem sabe agora não nos esbarraremos pelo SEST/SENAT? Bem que sinto falta do carro da Matias por lá…

Se desejarem ver mais fotos do Treinamento da Matias revigorado, acesse aqui Clube do Trecho.com

Abraços, Bruno R. Araújo.

Colaboração de Fotos: Sydney F. Júnior e Cia. de Ônibus, Gabriel Peclat.

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Um lugar acolhedor…

Eu Bruno, tirei um dia para pesquisar sobre o bairro Méier e assim montar um novo post, confesso que estava um pouco sentimental e queria justamente encontrar uma visão de quem o frequentava, mas  que não era daqui e o que as pessoas percebiam sobre este lugar num olhar mais atento.  Eis que encontrei esta crônica que realmente retrata um pouco do que  as pessoas sentem deste lugar que já marcou a vida de muitos, inclusive a minha.

Méier

Ando pelo Méier e me impressiono mais uma vez com a pujança do bairro. Em plena Dias da Cruz, o movimento intenso não convida à reflexão; ao contrário, é contagiante a operosidade mostrada por essa gente que passa apressada e, no entanto, muita vez ainda se cumprimenta, revelando uma cumplicidade de raízes difícil de encontrar em outros lugares.

Um amigo, filho do bairro, me disse certa vez: “O Méier é uma cidade!”. Queria dizer que aí tinha tudo: trabalho, lazer, beleza. E seus olhos entusiasmados ainda diziam, com seu brilho, que o Méier sempre teve em seus filhos cariocas autênticos, “da gema”; gente que ama a cidade e nasceu, ou apenas mora, num bairro que é uma singular encruzilhada onde se encontram todos os destinos, onde a alma carioca se exibe em passado e se realiza no presente.

Chego ao Jardim do Méier e quase ouço o pulsar do coração do bairro. Estar aqui é como estar numa síntese dos bairros do Rio – com suas grandezas e suas mazelas.

O Méier – muitos já notaram – é perto de tudo. E parece estar ali para receber os que passam demandando outros bairros; mas receber com um abraço amigo, com a atenção carinhosa de quem estende a mão.

Há alguns anos, uma casa de espetáculos – que não resistiu à falta de perenidade inerente à vida de hoje – fez com que muita gente atravessasse a cidade, vinda de seus quatro cantos, e chegasse ao Méier. Saindo de sua modéstia que não prescinde da altivez, o Méier mostrou-se como é: simpático no sorriso do pipoqueiro; gostosamente malandro nos gestos do “flanelinha”; elegante no trajar das senhoras; atento e eficiente no trabalho de todos. E esse Méier a todos conquistou.

O comércio do Méier é dos melhores do Rio, sabemos todos. Quase tudo se acha nesse mercado rico e plural, numa espécie de celebração à condição de “mão aberta” atribuída aos moradores desse bairro singular.

Bons colégios, belas igrejas e grandes templos, clubes ainda famosos – isso também dá ao bairro a condição de um bom lugar para se viver, criar os filhos e vê-los seguir vida afora, porém mantendo para sempre o orgulho de terem nascido no Méier.

Olhando daqui, da Arquias Cordeiro, vejo o trem cruzando o Méier. Esse longo bicho de aço parece um viajante cansado que, depois da longa travessia, chega ao meio da viagem como se chegasse a um oásis.

Há um Méier especial também nessas ruazinhas ainda relativamente tranqüilas – veiazinhas que cortam esse grande bairro-coração. Num dia como o de hoje, no intenso calor do Rio, entro numa delas e paro à sombra generosa de um flamboyant. A vermelhidão das flores se harmoniza, lá no alto, com galhos cuja forma chamam a atenção deste peito poético: parecem os braços acolhedores do Méier de hoje e de sempre.

J. Carino

Coreto, um patrimônio tombado e ícone do Méier desde 1914. Crédito da foto: Inepac

Coreto, um patrimônio tombado e ícone do Méier desde 1914. Crédito da foto: Inepac

Fonte: http://www.almacarioca.com.br

J. Carino (1945), carioca da gema nascido no bairro de Cordovil, é professor universitário aposentado de filosofia. Ao longo de toda a vida, em meio ao cotidiano de aulas, coordenações de cursos, orientações de alunos e à faina das pesquisas, sempre encontrou tempo para escrever. Seus textos precisos e ao mesmo tempo poéticos, combinam a racionalidade filosófica com a magia da criação literária, transfigurando tudo em observação minuciosa, inventividade e lirismo. É autor do livro de crônicas sobre o Rio de Janeiro intitulado “Olhando a Cidade & Outros Olhares”, com apresentação de Ruy Castro. Para conhecer mais sobre este autor visite sua página www.jcarino.com.br © Projeto Releituras, Arnaldo Nogueira Jr

Um forte abraço, Bruno R. Araújo.

http://www.almacarioca.com.br

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A novidade e o paradeiro dos Spectrum

Conforme cheguei a dizer quando flagrei os Spectrum 2006 indo embora, novidades viriam. Depois da chegada da última leva de Torinos na 232, na última semana a linha 606 é agraciada outra vez com novos veículos. Os novos Neobus Spectrum City – MB OF-1418 são nas mesmas configurações dos demais City’s presentes na frota, porém agora com vistas eletrônicas luminosas de fábrica sendo os primeiros micromasters da empresa atendendo a legislação nacional dos PNE cujo o elevador para deficientes cadeirantes está localizada na porta de atrás, entre outros acessórios especiais, em substituição dos Spectrum 2006 restantes.

25560: Um dos novos carros que atende ao PNE

25560: Um dos novos carros que atende ao PNE

Detalhe da porta com elevador para deficientes cadeirantes

Detalhe da porta com elevador para deficientes cadeirantes

Agora uma opinião particular do momento o qual eu estou adorando, sem querer ser chato em repetir assunto! Eu, que sempre fui acostumado e cresci vendo nela uma padronização de modelo por linhas, vejo acontecer novamente na Matias. Acho isso bacana pois passa a transparecer para o passageiro uma idéia de organização, a identificação das linhas é também facilitada quando sobrepõe, além de uma otimização na manutenção mantendo os mesmos fornecedores. E mais uma vez me fez lembrar o passado, assim quando a mesma 606 era uma linha composta em sua grande maioria de Ciferal Padron Rio – MBB OF-1618 na década de 90 e, mais antigamente, só de Condor OF-1313.

Outros detalhes dos novos veículos

Outros detalhes que compôe os veículos

E aquelas primeiras duas unidades vistas por mim trafegando descaracterizadas na Dias da Cruz? Bem, já presumindo que estavam vendidas, na verdade estavam à caminho para empresa São Geraldo, em Rio Bonito(RJ), na baixada litorânea fluminensense e, durante o período da estréia das novas unidades da 606, foram vistas pelo menos outras duas ex-Matias chegando para na empresa Maravilha, de Itaboraí(RJ). É isso ai, visite também nossa galeria!

Abraços, Bruno R. Araújo.

Colaboração: Rodrigo Salles e Pablo Lira.

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