O Largo da Carioca

Em um dos extremos da circular linha 249 chegamos a uma das regiões mais importantes da cidade, o Largo da Carioca, um pedaço da história da cidade rodeada de prédios contrastando com o Rio Antigo, despercebidos pelos transeuntes em meio aos passos apressados em pleno centro fervoroso da cidade. Mais que um ponto final, mostro um pouco de seu histórico, extraído do site Márcilio.com. Bom Passeio!

Nos tempos primitivos da cidade, uma lagoa que depois veio a ser denominada de Santo Antonio, era um lugar afastado, onde vinham banhar-se os índios mansos e também vinham beber água os bois do curral de D. Antonio de Marins, que morava no Morro do Castelo. Neste local afastado foi instalado, por Felipe Fernandes, um curtume, tendo sido ele o seu primeiro morador.

A história deste local está intimamente ligada ao Convento de Santo Antonio. O Convento teve sua origem em uma pequena ermida, que ficava às margens da lagoa que foi ocupada, em 1592, pelos freis franciscanos: Frei Antônio dos Mártires e Frei Antônio das Chagas. No entanto, sua construção só foi iniciada em junho de 1608 sob a presidência de Frei Vicente do Salvador e em 1615 foi inaugurada uma parte do Convento e a Igreja de Santo Antonio, onde foi rezada a primeira missa no dia 8 de fevereiro. Sua sacristia, de 1714, é uma das mais belas da cidade, possuindo pinturas no teto, painéis de azulejaria e o pisos de mármore com desenhos geométricos. Para drenar a lagoa, os religiosos franciscanos, abriram uma vala, transformando o banhado na Lagoa de Santo Antonio, o trajeto da vala deu origem a uma nova via chamada Rua da Vala, atual Rua Uruguaiana.

Em 1619 foi instalada no Rio a Venerável Ordem Terceira de São Francisco da Penitência e foi iniciada a construção da Capela da Ordem, anexa à Igreja do Convento, que foi inaugurada em 1622. Em 1633 foi iniciada a construção de um novo templo, que devido a desavenças entre a Irmandade e os frades e cisões entre os próprios membros da Irmandade, teve sua execução várias vezes suspensa e retomada.

A Igreja de São Francisco da Penitência como existe hoje, salvo pequenos detalhes, foi concluída em 1773, nela existem painéis de José Dias, que foi o primeiro pintor carioca e Caetano da Costa Coelho. Nela trabalharam também o entalhador Manuel de Brito, autor da talha da Capela-Mor e Francisco Xavier de Brito. Esta Igreja é uma das mais importantes da cidade e uma das jóias do Barroco brasileiro, tendo o seu interior decorado por talhas e altares dourados. No Rio só é rivalizada pela Igreja de Nossa Senhora de Monserrat do Mosteiro de São Bento. Em 1933 passou a funcionar no conjunto arquitetônico o Museu de Arte Sacra.

Em 1723 foi inaugurado no local o primeiro Chafariz da cidade, o Chafariz da Carioca, depois substituído por um outro, construído em 1750, depois de drenada e aterrada a lagoa. Ambos eram abastecidos pelos Aquedutos que vinham do Morro de Santa Teresa, o segundo pelos Arcos da Lapa. O Chafariz foi que deu o nome ao Largo. Em 1834 foi iniciada a construção de um novo Chafariz no mesmo local, sendo deste as imagens que geralmente aparecem nas pinturas e postais do Largo. Este chafariz foi concluído por volta de 1848, tendo sido projetado pelo arquiteto Grandjean de Montigny e foi demolido em 1925, quando era Prefeiro da cidade Alaor Prata.

Em 1748 foi iniciada a construção do Hospital da Venerável Ordem Terceira de São Francisco da Penitência, que foi inaugurado em 1763 e que permaneceu no local por um século e meio, só tendo sido demolido na remodelação da cidade feita por Pereira Passos, no início do século XX, quando foi transferido para a Rua Conde de Bonfim, na Tijuca, onde se encontra até hoje.

Nos anos 50, uma parte do Morro de Santo Antonio foi demolida para que fosse feito o Aterro do Flamengo, mas a parte onde estava localizado o Convento e as igrejas foi preservado. Com a demolição foram abertas as Avenidas República do Chile e República do Paraguai.

Um pouco mais sobre o chafariz…. Por Paulo Pacini, Rio Antigo.

Durante o governo Rodrigues Alves, (1902-1906), o Ministro da Indústria, Viação e Obras Públicas, Lauro Müller, pediu ao famoso escultor Rodolpho Bernardelli que fizesse um estudo para o embelezamento do chafariz da Carioca, considerado e respeitado como marco histórico da cidade. O belo projeto, contudo, não foi executado, pois, com a saída do ministro, a iniciativa esvaziou-se.

O célebre chafariz no antigo Largo da Carioca antes das reformas de 1904

O chafariz, na verdade, era o terceiro a ser construído no local. A história começa em 1672, quando, devido à escassez de água, o governador João da Silva e Souza inicia o encanamento do rio Carioca. A execução da obra, contudo, sofreu uma série de reveses, pela escassez de recursos e divergências quanto ao pagamento dos operários, um grupo de 50 índios arrendados aos jesuítas. Os recursos, obtidos a partir de um imposto de 400 réis sobre a aguardente, eram freqüentemente desviados ou desapareciam, prejudicando o andamento dos trabalhos.

O chafariz colonial, vindo de Lisboa e instalado no Rio em 1723

O chafariz colonial, vindo de Lisboa e instalado no Rio em 1723

Com o passar dos anos, os trabalhadores indígenas desapareceram, o que levou à compra de escravos em 1704. Haviam se passado trinta anos, quando as invasões francesas de 1710 e 1711 novamente paralisaram tudo. A água só chegaria ao Largo com Aires Saldanha, em 1723, 50 anos após o início dos trabalhos.

O primeiro chafariz veio de Lisboa, sendo montado no local. Com 16 bicas de bronze, suas linhas curvas estavam em harmonia com a estética da arquitetura colonial de então. A água melhorou muito a vida dos habitantes, que até então dependiam de longas viagens feitas por escravos para obterem o precioso líquido.

O crescimento da cidade no século seguinte pressionou tremendamente a demanda, especialmente na área servida pelo chafariz. A solução mais imediata foi aumentar o número de bicas, feito em 1830. No lugar do antigo chafariz construiu-se um provisório, de madeira pintada e 40 bicas. Foi substituído em 1840 pelo terceiro da série, que chegaria ao século XX. Com 35 bicas e em granito, era visto como uma solução definitiva.

O segundo chafariz, de madeira pintada imitando pedra, em 1830

O abastecimento residencial de água tornaria o chafariz obsoleto, sendo desativado ainda no século XIX. Seu valor enquanto monumento, contudo, ainda persistia, o que lhe deu alguma sobrevida. Os sucessores de Lauro Müller, contudo, não tiveram sua atitude respeitosa, levando à demolição do chafariz em 1925, e deixando o Largo da Carioca sem sua referência mais fundamental, que deu o nome ao largo e à própria terra.

Largo da Carioca atualmente, janeiro de 2009. Foto: Adam Carvalho.

Já o Largo hoje em dia, um retrato fiel em forma de música:

Quem passa pela Carioca
E não conhece aquele alvoroço
Parece um angú de caroço
No Largo vai se amarrar
É gato vendido por lebre
Tem tanta gente lá
Querendo se arrumar
De tudo acontece naquele lugar
Tem um índio que hipnotiza
Um lagarto de papo amarelo
E um cara que só num cutelo
Quebra telha feita de isopor
Tem jogo de dado, búzío e carteado
Pinguilim, copinho e tarô
E há sempre um esperto
Querendo armar a barraca do amor
Pintou de repente na linha de frente
Um punguista que agora é pastor
Ganhando dinheiro dizendo que é
Um novo salvador
Quem passa…
Tem um craque que brinca com a bola
E quer desbancar o Pelé
E um outro que mesmo sem braço
Faz da laranja o que quer
Conto do vigário, malandro, otário
E bolsa cheia de valor
Um grande atrativo pra quem tá caído
Numa de horror
Passei por alí, parei e curti
E sinceramente gostei
Com todo respeito
É de fazer inveja ao Orlando Orfei

(Largo da Carioca, Zeca Pagodinho)

Fontes: Rio Antigo (JB), Marcillio.com e YouPode. Foto atual do Largo: Adam Carvalho.

PS: No momento estou sem computador e sem poder atualizar, agradeço a compreensão e obrigado pela sua visita!

Um forte abraço, Bruno R. Araújo.

Comentários (1) »

Padronização de pintura a caminho?

Segue na íntegra o decreto publicado dia 3 no D.O. sobre a polêmica instaurada em que o prefeito da cidade prevê reorganização e tende a padronizar todas as pinturas de ônibus no Rio de Janeiro.

“O PREFEITO DA CIDADE DO RIO DE JANEIRO, no uso das atribuições que lhe são conferidas pela legislação em vigor, DECRETA:

Art. 1º. Fica estabelecido o prazo de 60 dias para que a Secretaria Municipal de Transportes – SMTR apresente plano de uniformização das cores dos veículos que compõem a frota do sistema de transporte público de passageiros por ônibus no Município do Rio de Janeiro.

Art. 2º. Este Decreto entra em vigor na data de sua publicação. Rio de Janeiro, 3 de novembro de 2009; 445º da Fundação da Cidade.

EDUARDO PAES”

É a Matias sem o verde? Se tudo confirmar e a polêmica persistir entre as pessoas que são ligadas ao setor de transporte, penso que este decreto para algumas destas, tal decisão não seria nenhuma surpresa. Ao contrário, acredite, vem de longa data…

Um forte abraço, Bruno R. Araújo.

Deixe um comentário »

Rio de Janeiro inicia testes com Biodiesel B20

São 15 ônibus de três diferentes empresas – Real Auto Ônibus, Viação Ideal e Rodoviária A. Matias – que começaram no dia 22 de setembro os testes com a porcentagem de 20% de biodiesel misturado no diesel comum na capital fluminense em mais uma pioneira atitude para o uso de combustíveis alternativos. Segundo a Fetranspor, federação que congrega as empresas de ônibus do estado do Rio de Janeiro, o laboratório de campo será semelhante a ação implementada em 2007, quando o programa “O Rio de Janeiro Sai na Frente: Biodiesel 5% nas Frotas de Ônibus”, uniu o governo do Estado, as distribuidoras Petrobras, Shell e Ipiranga e as montadoras Mercedes-Benz do Brasil e Volkswagen Caminhões e ônibus, em experiência pioneira no país em termos de magnitude (chegou a contar com 3.500 ônibus alimentados com biodiesel B-5) cujo relatório foi apresentado em 2008.

Essa nova iniciativa tem como objetivo garantir, através da avaliação da performance, a viabilidade econômica e o desempenho ambiental do combustível na frota de ônibus ao Comitê Olímpico Internacional, quanto à capacidade da capital fluminense em sediar os Jogos Olímpicos de 2016. A Fetranspor revelou ainda que fará o monitoramento de todos os indicadores, consolidando os dados no relatório final. Cada ônibus rodará 300 km por dia e consumirá 100 litros do novo biodiesel. Os testes terão duração de um ano.

Fonte: Revista Autobus/Antônio Ferro

Ao microfone Lélis Teixeira, ao lado do Governador. Sérgio Cabral e Sec. Transportes Júlio Lopes.

Ao microfone Lélis Teixeira da Rio Ônibus, ao lado do Governador Sérgio Cabral e Sec. Transportes Júlio Lopes.

OBS: Segundo informações, enquanto eu estive presente no local, das três empresas participantes, a Matias não pode expor seu veículo devido a falta de espaço durante evento realizado no estacionamento no Palácio Guanabara. Um dos veículos adesivados da empresa para programa do B20 é o Torino OF-1722M, 25535.

Abraços, Bruno R. Araújo.

Deixe um comentário »

Matias apresenta seu Treinamento

Após a publicação no D.O. do município em que a Rio Ônibus, sindicato das empresas de ônibus do Rio de Janeiro, cria layout padronizados para as empresas que dispõe de veículos especiais de treinamento para motoristas de ônibus no Rio,  no dia 26 de agosto a Matias apresenta o seu já com alterações e melhorias propostas à convite, pelo design Jorge Andrade ao esboço oficial originalmente apresentado.

post_treinorioonibus1

O ônibus é o antigo CAIO Apache Vip – Mercedes-Benz OF-1721  ex-25509 de 2004 que circulou até agosto de 2006, o antecessor da chegada do primeiro veículo adaptado para deficientes que, como ainda relativamente novo, assim foi aproveitado para treinamento que substituiu um outro OF-1721, sob Torino GV, o ex-25590. Na época e, ainda hoje em dia é um dos veículos de treinamento mais novos a disposição na cidade.

post_treinorioonibus2

post_treinorioonibus3 cópia

Recordações…

Veículos de treinamento são históricos e também fazem parte da frota da Matias. A começar por este Ciferal compartilhado com a Auto Viação Tijuquinha em que sinceramente não tenho lembrança alguma. Antes deste desconheço qualquer registro de veículos de treinamento para a empresa.

A curiosa junção de pintura para um veículo compartilhado

A curiosa junção dos dois layout's num mesmo veículo para ambas empresas

Vitória de Treinamento esteve presente na frota até meados de 1998

O modelo Vitória para Treinamento esteve presente na frota até meados de 1998

Já o CAIO Vitória e assim como os demais, já tenho bem mais recordações, de um tempo em que empresas com veículos de treinamento não era para todas e mais precisamente este um dos Vitória muito comuns na extinta linha 605, porém em chassi OF-1315. Depois, tivemos dois Torino GV da 232 sendo um primeiramente um sob chassi OF-1620 (ex-25577) e o  outro OF-1721 (ex-25590), em que esse último foi substituído pelo Apache Vip, conforme relatado acima.

Treino 07: Torino GV OF-1620 ex-25577, era veículo típico da linha 232

Treino 07: Torino GV OF-1620 teve passagem mais curta entre 1998 e 2002.

Treino 07: Torino GV OF-1721 ex-25590, uma dos mais saudosos dos "07"

A quase imperceptível mudança para OF-1721, um dos mais saudosos dos "07".

Aproveitando  o gancho e analisando as fotos, uma dúvida ainda me fica: o porque de usar então a inscrição “Treinamento 07″? Eu, nunca soube oficialmente sobre significado de seu número, apenas deduzia que levando em consideração toda a frota auxiliar (carros de inspeção, o socorro, etc.) chegaríamos então ao carro de treinamento, sendo o 7° veículo da frota de apoio. Certo ou errado disto, por curiosidade foi a única empresa que conheci um veículo de treino prefixado com uma numeração alta, embora algumas empresas como Real A. Ônibus em que havia mais de um veículo de treinamento, assim usava o prefixo “TR 001″ e “TR 002″.

O veículo atual ainda sustentando o antigo layout

O veículo atual, ainda sustentando o antigo layout.

Ah, claro! Não posso esquecer de dedicar essa postagem em especial ao Sr. Orlando, um pessoa super gente fina e um dos instrutores do treinamento da empresa. Como relatei na minha história com a Matias, o conheci no próprio carro durante a campanha filantrópica do Natal Sem Fome, em 2002. E quem sabe agora não nos esbarraremos pelo SEST/SENAT? Bem que sinto falta do carro da Matias por lá…

Se desejarem ver mais fotos do Treinamento da Matias revigorado, acesse aqui Clube do Trecho.com

Abraços, Bruno R. Araújo.

Colaboração de Fotos: Sydney F. Júnior e Cia. de Ônibus, Gabriel Peclat.

Deixe um comentário »

Um lugar acolhedor…

Eu Bruno, tirei um dia para pesquisar sobre o bairro Méier e assim montar um novo post, confesso que estava um pouco sentimental e queria justamente encontrar uma visão de quem o frequentava, mas  que não era daqui e o que as pessoas percebiam sobre este lugar num olhar mais atento.  Eis que encontrei esta crônica que realmente retrata um pouco do que  as pessoas sentem deste lugar que já marcou a vida de muitos, inclusive a minha.

Méier

Ando pelo Méier e me impressiono mais uma vez com a pujança do bairro. Em plena Dias da Cruz, o movimento intenso não convida à reflexão; ao contrário, é contagiante a operosidade mostrada por essa gente que passa apressada e, no entanto, muita vez ainda se cumprimenta, revelando uma cumplicidade de raízes difícil de encontrar em outros lugares.

Um amigo, filho do bairro, me disse certa vez: “O Méier é uma cidade!”. Queria dizer que aí tinha tudo: trabalho, lazer, beleza. E seus olhos entusiasmados ainda diziam, com seu brilho, que o Méier sempre teve em seus filhos cariocas autênticos, “da gema”; gente que ama a cidade e nasceu, ou apenas mora, num bairro que é uma singular encruzilhada onde se encontram todos os destinos, onde a alma carioca se exibe em passado e se realiza no presente.

Chego ao Jardim do Méier e quase ouço o pulsar do coração do bairro. Estar aqui é como estar numa síntese dos bairros do Rio – com suas grandezas e suas mazelas.

O Méier – muitos já notaram – é perto de tudo. E parece estar ali para receber os que passam demandando outros bairros; mas receber com um abraço amigo, com a atenção carinhosa de quem estende a mão.

Há alguns anos, uma casa de espetáculos – que não resistiu à falta de perenidade inerente à vida de hoje – fez com que muita gente atravessasse a cidade, vinda de seus quatro cantos, e chegasse ao Méier. Saindo de sua modéstia que não prescinde da altivez, o Méier mostrou-se como é: simpático no sorriso do pipoqueiro; gostosamente malandro nos gestos do “flanelinha”; elegante no trajar das senhoras; atento e eficiente no trabalho de todos. E esse Méier a todos conquistou.

O comércio do Méier é dos melhores do Rio, sabemos todos. Quase tudo se acha nesse mercado rico e plural, numa espécie de celebração à condição de “mão aberta” atribuída aos moradores desse bairro singular.

Bons colégios, belas igrejas e grandes templos, clubes ainda famosos – isso também dá ao bairro a condição de um bom lugar para se viver, criar os filhos e vê-los seguir vida afora, porém mantendo para sempre o orgulho de terem nascido no Méier.

Olhando daqui, da Arquias Cordeiro, vejo o trem cruzando o Méier. Esse longo bicho de aço parece um viajante cansado que, depois da longa travessia, chega ao meio da viagem como se chegasse a um oásis.

Há um Méier especial também nessas ruazinhas ainda relativamente tranqüilas – veiazinhas que cortam esse grande bairro-coração. Num dia como o de hoje, no intenso calor do Rio, entro numa delas e paro à sombra generosa de um flamboyant. A vermelhidão das flores se harmoniza, lá no alto, com galhos cuja forma chamam a atenção deste peito poético: parecem os braços acolhedores do Méier de hoje e de sempre.

J. Carino

Coreto, um patrimônio tombado e ícone do Méier desde 1914. Crédito da foto: Inepac

Coreto, um patrimônio tombado e ícone do Méier desde 1914. Crédito da foto: Inepac

Fonte: http://www.almacarioca.com.br

J. Carino (1945), carioca da gema nascido no bairro de Cordovil, é professor universitário aposentado de filosofia. Ao longo de toda a vida, em meio ao cotidiano de aulas, coordenações de cursos, orientações de alunos e à faina das pesquisas, sempre encontrou tempo para escrever. Seus textos precisos e ao mesmo tempo poéticos, combinam a racionalidade filosófica com a magia da criação literária, transfigurando tudo em observação minuciosa, inventividade e lirismo. É autor do livro de crônicas sobre o Rio de Janeiro intitulado “Olhando a Cidade & Outros Olhares”, com apresentação de Ruy Castro. Para conhecer mais sobre este autor visite sua página www.jcarino.com.br © Projeto Releituras, Arnaldo Nogueira Jr

Um forte abraço, Bruno R. Araújo.

http://www.almacarioca.com.br

Deixe um comentário »